A Contrail confirmou que o desenvolvimento do Dassault Falcon 50 para MSFS entrou na reta final. A última dev update indica que um release candidate deve ser compilado dentro de até duas semanas, mantendo a meta de lançamento ainda no segundo trimestre de 2026, embora sem data fechada.
Depois do anúncio surpresa na FlightSimExpo 2025 e de um trailer cinematográfico em março, o projeto saiu da fase de hype e entrou em ciclos longos de testes, com foco em estabilidade e refinamento de sistemas em vez de correr para colocar o jato executivo no marketplace.
Segundo a Contrail, uma nova versão beta será enviada aos testadores nesta sexta-feira, e, se não surgirem problemas críticos, a próxima etapa já será o release candidate – o que, na prática, significa que o Falcon 50 está em ajuste fino.


Autopilot, flight planner e radar meteorológico em destaque
O foco recente da equipe tem sido o coração operacional do Falcon 50: autopilot e flight planner. Ambos passaram por refinamentos pesados com base no feedback de testes, algo essencial em um business jet que vive de voos IFR, perfis complexos de subida e descida e gestão eficiente de rotas em cruzeiro.
O grande chamariz técnico do update, porém, é o radar meteorológico. A Contrail afirma estar simulando um radar de tempo “real”, com suporte ao recurso de Tilt introduzido no Sim Update 5 de MSFS 2024, permitindo varrer camadas de nuvem de forma mais próxima do que se vê na aviação real. O radar pode ser exibido no EHSI, enquanto o MX20 e o GNSXLS passam a mostrar datalink weather, emulando os produtos de tempo transmitidos por sistemas como XM/SiriusXM usados em Falcon 50 retrofitados.
Operação em solo: fueling manual, pushback e GSX
A Contrail insiste em tratar o Falcon 50 como um pacote operacional completo, não apenas um modelo bonito para screenshots. O update adiciona um painel de abastecimento para fueling manual, indicação “OK TOW / NO TOW” vinculada ao parking brake, animação de conexão e desconexão do torque link do trem de pouso e um sistema de pushback próprio em desenvolvimento.
Para quem usa GSX, o addon já virá com um perfil nativo, garantindo integração direta com serviços de solo, além de suporte a passageiros animados embarcando na aeronave. A ideia é que o ciclo de operação – do cold and dark ao pushback, taxi, voo e desembarque – seja coerente e imersivo, especialmente para quem gosta de simular rotina corporativa em FBO.


Cabine finalizada e voos inspirados em um Falcon 50 real
A Contrail informa que galley e cabine de passageiros já estão concluídas, restando apenas o ajuste dos LODs internos. Screenshots dedicados do interior ainda serão divulgados, mas a desenvolvedora garante que o ambiente de cabine foi tratado com o mesmo cuidado dado ao cockpit e aos sistemas.
As imagens divulgadas nesta atualização foram capturadas em uma sessão que reproduz o Falcon 50 de matrícula N156RE, conhecido do canal Airstat with Perry no YouTube. Nelas é possível ver o radar meteorológico ativo no EHSI e os novos logo lights iluminando a cauda à noite, reforçando o foco em detalhes visuais que fazem diferença em operações noturnas e em clima adverso.
O que falta até o release candidate
Com o release candidate previsto para as próximas semanas, o Falcon 50 entra na fase em que cada ajuste tende a ser mais de polimento do que de grandes mudanças estruturais. A Contrail segue trabalhando em correções pontuais de sistemas, otimização de performance e revisão de arte, enquanto mantém o compromisso público com uma janela de lançamento ainda em 2026 Q2.
Num cenário em que o segmento de jatos executivos complexos no MSFS ainda é relativamente pouco explorado, o Falcon 50 da Contrail promete ocupar um nicho interessante: sistemas aprofundados, integração com recursos modernos de MSFS 2024 e um pacote de solo e cabine pensado para quem quer simular a operação corporativa completa, e não apenas fazer um “bate e volta” em alta velocidade.
Resumo e Análise Editorial FlySimBR
O Falcon 50 da Contrail parece caminhar para ser um dos jatos executivos mais completos do MSFS, com radar meteorológico bem implementado, integração com recursos exclusivos do MSFS 2024 e atenção rara à experiência em solo; o ponto de atenção é que, sendo o primeiro avião próprio do estúdio, só dá para cravar o nível real de profundidade e estabilidade depois do lançamento, então vale acompanhar de perto, mas segurar o hype até ver testes independentes.


