DLSS 4.5 promete revolução gráfica no MSFS

Microsoft Flight Simulator

DLSS 4.5 MSFS ghosting: o que muda para os simmers

O lançamento do DLSS 4.5 reacende a esperança da comunidade de simulação de voo de finalmente ver o ghosting do Microsoft Flight Simulator ser reduzido de forma consistente. A NVIDIA apresentou oficialmente a nova versão durante a CES 2026, trazendo melhorias importantes tanto em geração de frames quanto em qualidade de imagem.

Para quem voa no MSFS diariamente, o DLSS 4.5 MSFS ghosting é um tema direto ao ponto: a pergunta é se, na prática, teremos PFDs mais legíveis, hélices mais nítidas e menos borrões em baixa altura e alta velocidade.

DLSS 4.5 e o novo 6x Dynamic Multi-Frame Generation

O grande destaque de marketing do DLSS 4.5 é a evolução do Multi-Frame Generation (MFG). Após o DLSS 4 introduzir a geração de até três frames para cada quadro renderizado (4x no total) junto com a série RTX 50, agora surge o modo 6x Dynamic Multi-Frame Generation.

Nessa nova abordagem, a NVIDIA afirma que o modo “Dynamic” ajusta automaticamente o multiplicador de frames para tentar atingir uma taxa de quadros alvo, como 240 FPS, sem que o usuário precise ficar mexendo em sliders ou alternando presets. Em teoria, isso é especialmente interessante para cenários típicos de MSFS: cruzeiro suave em FL350 e, de repente, aquela queda brusca de FPS na final para hubs pesados como Heathrow ou JFK.

Se o sistema funcionar como prometido, o DLSS 4.5 pode suavizar essas transições, evitando stutters justamente nos momentos mais críticos da aproximação. Porém, há um detalhe importante.

Exclusividade para RTX 50 Series

O modo 6x Dynamic Multi-Frame Generation é exclusivo das placas GeForce RTX 50 Series. Usuários de RTX 4090 e gerações anteriores, apesar de terem hardware extremamente capaz, ficarão de fora desse novo recurso específico.

Essa limitação reforça a tendência recente da NVIDIA de atrelar as novidades mais chamativas a gerações de GPUs mais novas, criando um verdadeiro “pedágio” de hardware para quem quer acessar tudo o que o ecossistema DLSS oferece. Para muitos simmers, isso significa que, mesmo com um PC high-end atual, ainda será preciso considerar um upgrade caro se a prioridade for tirar máximo proveito do novo MFG do DLSS 4.5.

Fim do ghosting? Nova IA de Super Resolution para todos os RTX

Embora o modo 6x roube os holofotes, a grande notícia para a comunidade de Microsoft Flight Simulator é outra: o novo 2nd Generation Transformer Model para Super Resolution, que chega a todas as GPUs RTX (séries 20, 30, 40 e 50).

Esse é justamente o ponto que pode transformar o DLSS 4.5 MSFS ghosting em algo do passado. Hoje, praticamente todo simmer que usa DLSS no MSFS conhece bem o problema: durante a corrida de decolagem, as fitas de velocidade e altitude do PFD viram um borrão ilegível; hélices ganham rastros estranhos; e passagens baixas e rápidas sobre o terreno resultam em uma paisagem “lavada” em vez de nítida.

De acordo com a NVIDIA, o novo modelo de IA deixa de treinar em “logarithmic space” e passa a operar em “linear space”. Em termos simples, o algoritmo não precisa mais comprimir informações de iluminação para mascarar flickering. Isso deve permitir lidar melhor com elementos de alto contraste e movimento rápido, como HUD branco sobre terreno escuro, displays de glass cockpit e hélices girando em alta rotação, tudo isso sem perder estabilidade temporal.

Se os ganhos se confirmarem no simulador, os pilotos virtuais poderão voltar a utilizar DLSS em modos mais agressivos, como “Performance”, sem abrir mão da leitura confortável dos instrumentos nem da nitidez das hélices e do cenário.

Como e quando as novidades chegam ao Microsoft Flight Simulator

Disponível agora: nova Super Resolution para todas as RTX

A boa notícia imediata para a comunidade é que o novo modelo de IA para Super Resolution já pode ser testado. A NVIDIA liberou o 2nd Generation Transformer Model por meio da versão beta do NVIDIA App, com suporte para toda a linha RTX 20, 30, 40 e 50.

Ou seja, quem voa MSFS com RTX 2060, 3080, 4070 ou qualquer outra RTX já pode atualizar drivers e aplicativo, habilitar o novo DLSS 4.5 e verificar na prática se o ghosting diminuiu nos seus cenários e aeronaves favoritos.

Chegando na primavera de 2026: 6x Dynamic MFG

Já o 6x Dynamic Multi-Frame Generation ainda vai levar alguns meses para aparecer nos simuladores. A NVIDIA indica que o recurso será lançado na primavera de 2026 (hemisfério norte), e exclusivamente para donos de RTX 50 Series.

Até lá, o foco para a maioria dos simmers será justamente a parte do DLSS 4.5 que ataca o MSFS ghosting, testando diferentes combinações de configurações dentro do simulador para equilibrar desempenho e qualidade.

O que isso representa para a aviação virtual

Do ponto de vista da experiência de voo, o DLSS 4.5 pode ser um divisor de águas especialmente em cockpits complexos, cheios de telas e informações críticas. Avionics mais nítidas significam menos esforço visual, mais precisão na leitura de parâmetros de voo e, em última análise, sessões mais imersivas e confortáveis.

A contrapartida é a já conhecida fragmentação da base de hardware: quem está nas RTX mais antigas terá acesso ao ganho de qualidade da nova Super Resolution, mas ficará de fora do modo 6x Dynamic MFG, que provavelmente será o centro das campanhas de marketing da NVIDIA daqui em diante.

Para a comunidade de simulação, o melhor caminho será acompanhar testes independentes específicos para MSFS e outros simuladores, comparando DLSS 4.5 com as versões anteriores e com alternativas como TAA. Somente benchmarks práticos, em cenários reais de uso — voos em grandes hubs, clima pesado, aeronaves complexas — vão mostrar até que ponto o DLSS 4.5 realmente cura o ghosting no Microsoft Flight Simulator.

Resumo e Análise Editorial FlySimBR

O DLSS 4.5 representa um avanço técnico importante, mas bem em linha com a estratégia recente da NVIDIA: entregar melhorias reais de qualidade de imagem para toda a linha RTX, enquanto reserva os recursos mais chamativos, como o 6x Dynamic Multi-Frame Generation, apenas para a série RTX 50. Para o simmer brasileiro, o benefício concreto imediato é a nova IA de Super Resolution, que pode finalmente atacar o problema crônico de ghosting no MSFS sem exigir um upgrade de quatro dígitos em hardware. Ainda assim, é preciso cautela: até vermos testes detalhados em cenários complexos, o DLSS 4.5 é mais uma promessa promissora do que uma solução definitiva. A equipe FlySimBR recomenda que a comunidade atualize com atenção, compare DLSS 4.5 com as configurações atuais e avalie caso a caso se o ganho visual compensa no seu fluxo de voo diário.

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