Depois de um bom tempo em silêncio, a PILOT’S voltou a falar do Dash 7 v2 para Microsoft Flight Simulator 2024, publicando uma leva generosa de novas imagens WIP na página oficial da PILOT’S. As screenshots deixam claro que o projeto segue vivo, com um salto visual importante em relação ao primeiro Dash 7 lançado para o simulador.
Em agosto de 2025, a desenvolvedora já havia confirmado que o Dash 7 v2 está sendo recriado do zero, de forma nativa para o MSFS 2024, com nova geometria, modelagem mais refinada e sons gravados em campo no real C-GUAT da Air Tindi. Agora, pela primeira vez, dá para ter uma noção concreta de até onde esse trabalho já chegou.
As imagens focam principalmente em interior e cockpit, áreas que foram bastante criticadas na v1. A impressão inicial é de um produto visualmente muito mais coeso, com texturas mais nítidas, desgaste convincente e um cuidado maior com a ambientação da cabine, algo essencial para um turboélice clássico como o Dash 7.




Cabine de passageiros, combi e cargueiro ganham vida
Um dos pontos que mais chamam atenção é a variedade de configurações internas. A PILOT’S havia prometido, quando anunciou a v2, que trabalharia com múltiplas variantes de cabine, e as novas imagens confirmam isso visualmente: há layout de passageiros, versão combi e configuração cargueira dedicada, cada uma com detalhes próprios. Na combi, por exemplo, vê-se claramente a área de carga à frente, com trilhos de amarração no piso e uma divisória separando o compartimento de passageiros.
Na versão cargo-only, o interior aparece totalmente despojado, sem assentos, com o piso de carga exposto de ponta a ponta. Já a cabine de passageiros mostra painéis superiores modelados, sinalização de emergência, galleys e acabamento mais caprichado que o da v1. Para quem gosta de operar voos regionais em pistas curtas, especialmente em cenários remotos, essa flexibilidade de configuração abre espaço para operações bem variadas dentro do MSFS 2024.




Cockpit analógico mais denso e possível integração TDS GTNXi
O cockpit também recebeu atenção visível. As screenshots mostram um painel analógico bem carregado, com instrumentos clássicos, marcas de uso, variação de materiais e superfícies que finalmente parecem condizentes com o nível visual atual do MSFS 2024. Não há detalhes oficiais sobre profundidade de sistemas, mas o layout sugere uma abordagem mais séria do que a vista na primeira versão, que foi alvo de críticas justamente em flight model e simulação de sistemas.
Outro detalhe interessante é o que parece ser uma integração com o TDS GTNXi, embutido no painel. Se isso se confirmar, o Dash 7 v2 pode ganhar um bom reforço em navegação moderna, sem perder o charme analógico do cockpit principal. Ainda assim, por enquanto tudo o que temos é aparência: a PILOT’S não entrou em especificações de FMS, VNAV ou lógica de sistemas, então a grande dúvida da comunidade segue sendo se o comportamento em voo vai finalmente acompanhar o visual.




Sem data, sem preço e com passado complicado
Na mesma postagem, a PILOT’S foi direta em três pontos sensíveis: não há data de lançamento, não há preço definido e ainda não existe um caminho de upgrade detalhado para quem comprou a v1. A única indicação é que os atuais donos podem esperar uma opção de atualização “equivalente ao que já possuem”, formulação vaga que não esclarece se haverá desconto agressivo, upgrade pago simbólico ou algo intermediário.
Esse cuidado na comunicação não é à toa. O Dash 7 original, lançado em 2023 após uma longa gestação que começou como parceria com a SimWorks Studios, saiu com recepção morna, especialmente por causa da profundidade limitada de sistemas e de um flight model considerado inconsistente por muitos usuários. A v2 agora surge como um esforço solo da PILOT’S, com cara de recomeço: visualmente, parece outro produto, mas a confiança da comunidade só deve voltar se o pacote final entregar uma simulação mais completa e um suporte pós-lançamento à altura.


Resumo e Análise Editorial FlySimBR
O Dash 7 v2 da PILOT’S para MSFS 2024 finalmente mostra sinais concretos de evolução, com interiores bem trabalhados, múltiplas variantes e um cockpit muito mais convincente, mas o histórico problemático da v1 e a ausência total de informações sobre sistemas, flight model, preço e upgrade deixam claro que, por enquanto, estamos diante de um projeto promissor em imagem e ainda vazio em compromissos técnicos; quem se decepcionou com a primeira versão deve adotar postura cautelosa e esperar reviews detalhados antes de pensar em abrir a carteira.


