DLSS 4.5 no MSFS 2024: adeus ghosting no cockpit
O DLSS 4.5 no MSFS 2024 finalmente oferece uma solução prática para um dos problemas mais irritantes para quem voa com cockpits digitais: o famoso ghosting, aquele efeito de borrão nos instrumentos durante curvas e manobras.
Com a nova geração de modelos de reconstrução de imagem da Nvidia, especialmente o modelo M, é possível melhorar drasticamente a nitidez dos displays glass cockpit no Microsoft Flight Simulator 2024, mantendo boa performance — principalmente em placas RTX 40 e RTX 50.

O que muda com o DLSS 4.5 no MSFS 2024
Desde o lançamento do MSFS 2024, muitos pilotos virtuais enfrentam o mesmo dilema: usar DLSS para ganhar FPS e sofrer com cockpits borrados, ou voltar para TAA para ter instrumentos legíveis e perder desempenho.
O problema está na forma como o simulador utiliza um perfil antigo de renderização, conhecido como “Preset F”, que não lida bem com o contraste e o movimento dos painéis digitais modernos. O resultado é ghosting pesado, displays ilegíveis em curva e uma experiência pouco confiável para voos IFR.
Com o DLSS 4.5, a Nvidia introduziu novos modelos de upscaling treinados em espaço linear, incluindo o modelo M (Preset M), pensado justamente para cenários complexos como cockpits glass. A boa notícia: agora é possível forçar o MSFS 2024 a usar esse modelo diretamente pelo novo Nvidia App.
Como ativar o modelo adequado no Nvidia App
A Nvidia substituiu a antiga opção “Latest” por uma configuração mais inteligente chamada Recommended dentro do Nvidia App. É essa opção que vai definir automaticamente qual modelo DLSS usar de acordo com a qualidade selecionada no jogo.
Passo a passo básico
1. Abra o Nvidia App e certifique-se de que está na versão pública mais recente.
2. Acesse a aba Graphics (ou equivalente em português).
3. Selecione Microsoft Flight Simulator 2024 na lista de jogos.
4. Na seção de DLSS, escolha a opção Recommended em DLSS Override.
Quando você estiver usando Quality, Balanced ou DLAA no simulador, o Nvidia App passa a aplicar automaticamente o modelo mais adequado, priorizando o Model M ou o Model K conforme o hardware.
Placas RTX 40 e 50: o cenário ideal
Para quem voa com placas da série RTX 40 ou RTX 50, o ganho é direto. Essas GPUs têm suporte nativo a FP8 (8-bit floating point), que é o formato em que os novos modelos DLSS 4.5 (M e L) foram otimizados.
Nesse caso, basta ativar o Recommended no Nvidia App e deixar o modelo M fazer o trabalho pesado. O resultado esperado:
– Ghosting de cockpit drasticamente reduzido;
– Painéis glass cockpit muito mais nítidos durante curvas e mudanças rápidas de atitude;
– Possibilidade real de usar modos de performance mais agressivos sem comprometer a legibilidade em voos IFR.
Na prática, para muitos simmers com RTX 40/50, essa atualização pode ser um dos maiores saltos visuais desde o lançamento do MSFS 2024.
RTX 20 e 30: atenção ao impacto de performance
Em placas como RTX 2080 Ti, RTX 3080 e demais modelos das séries 20 e 30, a situação é um pouco diferente. Como essas GPUs não processam FP8 de forma nativa, rodar o Model M pode exigir mais esforço do hardware.
Isso significa que, ao forçar o Recommended (que tende a escolher o modelo M), você pode perceber:
– Queda de FPS;
– Picos de uso de GPU mais altos;
– Pequenas inconsistências de fluidez em cenários pesados.
Nesse caso, a própria Nvidia recomenda uma alternativa: selecionar manualmente o Model K (DLSS 4) no menu de modelos do Nvidia App. O Model K oferece um equilíbrio melhor entre qualidade e desempenho em arquiteturas mais antigas, ainda que o controle de ghosting não seja tão agressivo quanto no Model M.
DLSS x TAA: um novo meio-termo para o MSFS 2024
Durante boa parte do ciclo do MSFS 2024, a escolha entre DLSS e TAA foi um trade-off doloroso para muitos pilotos:
– DLSS: mais FPS, mas cockpits borrados e ghosting forte;
– TAA: instrumentos nítidos, porém com custo considerável de desempenho.
Com a chegada do DLSS 4.5 no MSFS 2024, esse equilíbrio começa a mudar. Especialmente em placas RTX 40 e RTX 50, o modelo M torna os modos de Performance e Balanced muito mais viáveis até mesmo para quem voa IFR, onde a leitura rápida e precisa de PFD, ND, MFD e FMC é crítica.
Ainda assim, é importante manter as expectativas realistas: cada PC é um mundo, e a combinação de CPU, GPU, resolução e addons pode gerar resultados diferentes.
Dicas finais de ajuste
– Teste o Recommended primeiro e avalie a legibilidade dos instrumentos em curvas e aproximações.
– Observe o impacto em FPS em cenários pesados, como hubs grandes com tráfego AI.
– Se estiver em RTX 20/30 e notar perda de performance, troque para o Model K.
– Compare rapidamente com TAA em situações IFR para decidir qual compromisso funciona melhor para seu hardware.
Vale a pena ativar o DLSS 4.5 no MSFS 2024?
Para a comunidade brasileira de simulação, que muitas vezes precisa extrair o máximo de hardware não tão recente, essa atualização da Nvidia é especialmente relevante. Embora não seja uma solução mágica para todos, representa um passo importante na evolução do upscaling por IA aplicado à simulação de voo.
Se você voa muito em aeronaves com glass cockpit moderno e sofre com borrões e ghosting, testar o novo fluxo via Nvidia App é praticamente obrigatório. Ajustando entre Model M e Model K, há uma boa chance de encontrar um ponto ótimo entre nitidez e desempenho.
Resumo e Análise Editorial FlySimBR
Editorialmente, o DLSS 4.5 marca um avanço concreto para o Microsoft Flight Simulator 2024, mas não isento de nuances. A Nvidia finalmente atacou o calcanhar de Aquiles do DLSS em sims: a leitura de instrumentos em cockpits digitais. Em RTX 40/50, o modelo M entrega o que a comunidade pedia há meses, aproximando a qualidade de TAA com o desempenho superior do DLSS. Já em RTX 20/30, o ganho visual vem acompanhado de cuidado redobrado com FPS, tornando o Model K uma opção mais pragmática. Em vez de um milagre universal, vemos uma ferramenta poderosa que exige conhecimento e experimentação do simmer. Para quem está disposto a ajustar e comparar, o retorno em clareza de painel pode transformar completamente a experiência de voo IFR no MSFS 2024.

