LFPG no MSFS: três estúdios disputam Paris

Microsoft Flight Simulator

LFPG Microsoft Flight Simulator: a disputa que vai mudar Paris

Depois de anos de espera, o LFPG Microsoft Flight Simulator finalmente entrou no centro das atenções da comunidade de simulação de voo. O que antes era um grande vazio no mapa de cenários complexos agora se transformou em uma verdadeira corrida entre três estúdios de peso.

Azrsim, Aerosoft e Pilot Experience Sim confirmaram que estão desenvolvendo suas próprias versões de Paris Charles de Gaulle (LFPG) para o ecossistema atual do Microsoft Flight Simulator. Para os simmers, isso significa não apenas variedade de escolha, mas também pressão extra por qualidade, desempenho e preço competitivo.

Por que LFPG sempre foi um “buraco” no simulador

Paris Charles de Gaulle é um dos hubs mais importantes da aviação mundial e um ponto-chave em qualquer rede de voos virtuais, seja em VATSIM, IVAO ou redes internas de VA. Mesmo assim, durante anos, o LFPG ficou restrito ao cenário padrão ou a soluções freeware, sem um produto de alto nível que fizesse jus à importância do aeroporto.

A combinação de fotogrametria densa na região de Paris e a complexidade do layout do aeroporto sempre foi um desafio para desempenho. Por isso, muitos desenvolvedores evitaram o projeto ou priorizaram outros hubs europeus, como Frankfurt, Heathrow, Amsterdam e Madrid.

Azrsim entra na briga por LFPG

A grande novidade da “guerra de Paris” é a entrada da Azrsim na disputa pelo LFPG Microsoft Flight Simulator. Após os lançamentos de Baku (UBBB) e Riyadh (OERK), o estúdio incluiu Charles de Gaulle em seu roadmap para 2026.

Os detalhes ainda são limitados em comparação com os concorrentes, mas a Azrsim vem ganhando fama por ciclos de desenvolvimento rápidos e uso de terminais com interiores funcionais. Se seguirem o padrão de seus últimos produtos, é possível esperar um foco forte em modelagem moderna de terminais e um cronograma de lançamento potencialmente mais curto.

O ponto de atenção será a otimização. Paris é historicamente pesada em termos de performance, e um aeroporto do porte de LFPG, em meio à fotogrametria, costuma expor qualquer falha de equilíbrio entre detalhamento e FPS. A comunidade certamente ficará de olho para ver se a Azrsim consegue escalar sua tecnologia para um projeto dessa dimensão.

Pilot Experience Sim: LFPG em desenvolvimento há um ano

A Pilot Experience Sim (PESIM) já vinha provocando a comunidade com prévias de seu LFPG há cerca de um ano. Nas atualizações de desenvolvimento divulgadas no fim de 2025, o estúdio mostrou avanços significativos, principalmente na icônica Terminal 1 circular e no intrincado sistema de pistas, taxiways e interligações.

Uma das apostas da PESIM é o uso de uma biblioteca própria de “parallax” para simular profundidade de janelas sem precisar modelar interiores completos em todos os edifícios. Essa abordagem promete manter um bom nível visual sem comprometer a performance, algo crítico para o LFPG Microsoft Flight Simulator.

Outra área destacada pela desenvolvedora é a fidelidade aos sistemas de iluminação específicos do aeroporto, como as Runway Entrance Lights e sinalização noturna. Além disso, a equipe tem sido bastante transparente sobre as dificuldades técnicas de terraformar as rampas, pontes e desníveis únicos de Charles de Gaulle, um dos aspectos mais complexos do projeto.

Aerosoft aposta em alto realismo e experiência nativa

Do lado da Aerosoft, o projeto LFPG está nas mãos de dois nomes conhecidos: Jo Erlend e Lukas Vezyroglou, responsáveis por cenários muito elogiados como Oslo e Brussels. Essa bagagem faz com que muitos simmers vejam a Aerosoft como a opção “segura” em termos de fidelidade e acabamento.

Entretanto, o desenvolvimento não tem sido totalmente linear. Em uma atualização recente, a Aerosoft mencionou que não estava “100% satisfeita” com o progresso e decidiu colocar algumas partes em pausa até conseguir um contato local para validar detalhes específicos do aeroporto. A janela de lançamento segue prevista para 2026, mas a mensagem é clara: a prioridade é a precisão, não a pressa para ser a primeira no mercado.

Um dos objetivos declarados é oferecer, desde o dia um, uma experiência verdadeiramente nativa para o simulador atual, evitando simples ports de assets antigos. Essa decisão ajuda a explicar o ciclo de desenvolvimento mais longo, mas, em contrapartida, pode resultar em um produto mais alinhado com os recursos e limitações do ambiente moderno do Microsoft Flight Simulator.

Quem vai vencer a batalha por Paris?

Para os usuários, essa “guerra” do LFPG Microsoft Flight Simulator é uma excelente notícia. A concorrência tende a elevar a qualidade geral e força os estúdios a pensarem não só em texturas e modelagem, mas também em performance, preço e suporte pós-lançamento.

Em um cenário pesado como Paris, o vencedor não será apenas o cenário mais bonito em screenshots, mas aquele que permitir uma aproximação fluida para a 27R sem transformar o simulador em um slideshow. Otimização de LODs, uso inteligente de interiores, texturas eficientes e integração harmoniosa com a fotogrametria serão fatores decisivos.

Para quem já acompanha há mais tempo o desenvolvimento de LFPG, este momento também é uma continuação natural da evolução do ecossistema de cenários premium. Caso você já tenha lido nossa cobertura anterior sobre hubs europeus e grandes aeroportos em desenvolvimento, este é mais um capítulo dessa corrida por realismo na aviação virtual.

O ano de 2026 promete ser, enfim, o ponto de virada em que Paris Charles de Gaulle deixará de ser um ponto fraco e passará a ser uma das estrelas do mundo addon no simulador.

Resumo e Análise Editorial FlySimBR

Do ponto de vista editorial, a disputa por LFPG expõe claramente uma maturidade maior do mercado de addons: Azrsim tenta se consolidar com ciclos rápidos e terminais modernos, a PESIM foca em soluções inteligentes de parallax e desempenho, enquanto a Aerosoft aposta na “velha guarda” da alta fidelidade e em uma integração nativa com o Microsoft Flight Simulator. Para o simmer brasileiro, o ideal é não se apressar: acompanhar o desenvolvimento, comparar recursos, performance e preço deve ser parte do processo de escolha. Se cada estúdio cumprir o que promete, Paris Charles de Gaulle deixará de ser apenas um sonho atrasado e se tornará um laboratório perfeito para testar até onde o simulador e o hardware atual conseguem chegar em termos de imersão e fluidez.

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