A FlightSim Studio AG liberou uma nova atualização pública experimental para a família E-Jets no Microsoft Flight Simulator, levando a série à versão 0.10.36. O foco é empurrar o pacote um pouco mais perto do que o estúdio considera o nível desejado de complexidade em navegação e gerenciamento de voo, ainda dentro do canal de testes para quem topa encarar eventuais bugs.
Mais detalhes e o changelog completo estão no artigo original da FSElite.
O update está disponível para quem possui os pacotes E190/E195, E170/E175 ou a versão freighter, via branches experimentais no Contrail e no Aerosoft One. Não é um patch estável: a ideia é justamente colher feedback da comunidade antes de consolidar essas mudanças na versão principal.
Novidades no MCDU, LNAV e procedimentos
O destaque da versão 0.10.36 é a chegada de holdings e compensação de temperatura para aproximações RNAV diretamente no MCDU, algo essencial para quem gosta de voar operações IFR mais realistas, especialmente em cenários de frio extremo e aeroportos desafiadores. Isso aproxima os E-Jets do fluxo de trabalho que pilotos virtuais já esperam de addons mais avançados, com menos necessidade de “gambiarras” na programação do FMS.
Além disso, a FlightSim Studio fala em melhorias amplas no FMS e na navegação lateral, com um LNAV mais confiável, implementação completa de procedimentos de arremetida (missed approach) e suporte a múltiplos trechos de voo dentro de uma mesma sessão usando a fase de flight complete do MCDU. Em termos práticos, isso facilita simular um dia de operação de linha aérea com vários legs sem precisar reiniciar tudo a cada perna.
Comportamento em decolagem e pouso refinado
O update também mexe no que o piloto sente diretamente no manche: o comportamento em decolagem e pouso foi ajustado, buscando respostas mais previsíveis e condizentes com um jato regional moderno. A desenvolvedora não entra em detalhes finos de tuning, mas fala em uma série de pequenos ajustes que, somados, devem deixar o flare, a rotação e o controle próximo ao solo menos “nervosos”.
Segundo a FlightSim Studio, essa build traz ainda “toneladas de pequenas correções e melhorias”, o que normalmente inclui desde ajustes de lógica em sistemas até correções visuais e de integração com o MSFS. Nada revolucionário isoladamente, mas importante para quem já voa os E-Jets com frequência e percebe as arestas do dia a dia.
Autopilot ainda é o grande gargalo
Mesmo com o pacote de novidades, o estúdio admite que o grande marco pendente continua sendo o autopilot. Hoje o sistema ainda se apoia no autopilot padrão do MSFS, com uma camada de código customizada por cima, o que limita a precisão e o comportamento em situações mais críticas, como capturas de localizer e glide, correções de vento forte e transições entre modos de navegação.
A FlightSim Studio afirma que o autopilot “funciona em geral”, mas não atinge o nível de fidelidade que a própria equipe espera. O plano de longo prazo é substituir essa base herdada por um autopilot totalmente custom, o que deve ser o verdadeiro divisor de águas para quem compara o produto com referências como PMDG e Fenix. Até lá, o addon segue em uma espécie de meio-termo: sistemas evoluindo bem, mas com a espinha dorsal da automação ainda aquém do ideal.
Disponibilidade e preços dos E-Jets
A versão 0.10.36 pode ser acessada pelos donos dos E-Jets que optarem pelo branch experimental no Contrail ou no Aerosoft One, sem custo adicional. Já os pacotes E190/E195 e E170/E175 seguem à venda na faixa de US$ 39,23 cada, com a variante cargueira disponível separadamente nas mesmas lojas digitais. É o típico preço intermediário: mais caro que um “lite”, mais barato que um estudo de sistema de ponta.
Como sempre em builds experimentais, a recomendação é clara: quem busca estabilidade máxima em voos longos talvez prefira ficar na versão estável; quem gosta de testar novidades e ajudar a moldar o produto com feedback tem aqui uma boa oportunidade de sentir para onde os E-Jets da FlightSim Studio estão caminhando dentro do ecossistema do MSFS.
Resumo e Análise Editorial FlySimBR
Esta atualização experimental dos E-Jets mostra um avanço consistente em navegação e procedimentos, mas reforça que o pacote ainda está em transição: MCDU e LNAV começam a conversar a língua dos simmers mais exigentes, enquanto o autopilot continua sendo o calcanhar de Aquiles; para quem já comprou, vale testar o branch experimental e sentir os ganhos, mas para quem está pensando em entrar agora, o conselho é encarar os E-Jets como um projeto em evolução, não como um concorrente direto dos grandes “study level” do MSFS.


