A Navigraph publicou os resultados da Community Survey 2026, a já tradicional pesquisa anual que virou termômetro do mercado de simulação de voo. Foram mais de 42 mil respostas, um novo recorde, trazendo um retrato bem claro de quais plataformas lideram, quais addons de aeronaves são mais usados e como anda o comportamento da comunidade.
Além do relatório completo em texto e gráficos, a Navigraph também divulgou um vídeo-resumo com os principais destaques da pesquisa deste ano.
Os dados confirmam uma virada importante: Microsoft Flight Simulator 2024 assumiu a liderança isolada em popularidade, enquanto o antigo campeão MSFS 2020 começa a ceder espaço, mas ainda mantém uma base muito relevante de usuários ativos.


MSFS 2024 assume a ponta e X-Plane 12 estagna
Segundo a pesquisa, Microsoft Flight Simulator 2024 aparece com 49,5% de participação, na frente do MSFS 2020, que ainda segura 27,8%. Somados, os dois títulos da Microsoft chegam perto de 80% do mercado, um crescimento em relação a 2023, quando apenas o MSFS 2020 existia e detinha 70,8%. Ou seja, a chegada do 2024 não só não fragmentou a base como ampliou o alcance da franquia.
Do outro lado, X-Plane 12 permanece em torno de 11%, praticamente sem avanço, enquanto X-Plane 11 e P3D aparecem no rodapé da tabela, cada um com menos de 2%. O recado é duro: o centro de gravidade da simulação de voo caseira hoje está claramente no ecossistema MSFS, e os demais simuladores lutam por nichos específicos.
Migração em massa e o gargalo da placa de vídeo
Os números também mostram para onde os simmers estão indo. A maioria dos usuários que tinham o MSFS 2020 como plataforma principal migrou para o MSFS 2024, o que explica o salto do novo simulador. Já quem vinha do X-Plane 11, em vez de seguir para o X-Plane 12, em grande parte acabou desembarcando no MSFS 2020, reforçando a base da Microsoft e deixando a transição dentro do próprio X-Plane mais lenta.
Um ponto curioso levantado pela Navigraph é o papel das exigências de hardware. Tanto MSFS 2024 quanto X-Plane 12 pedem muito de VRAM, o que empurra usuários com placas de vídeo mais modestas a permanecerem em plataformas baseadas em DirectX 11. Isso ajuda a explicar por que ainda há resistência em abandonar simuladores mais antigos, mesmo com recursos visuais e de física mais avançados disponíveis.


Addons de aeronaves: Fenix, PMDG e ToLiss na frente
No universo de addons, a pesquisa confirma o que muitos já percebiam no dia a dia. No MSFS, o Fenix domina com 42,4% de preferência, seguido de perto pela PMDG, que aparece com 31,5% e 23,3% em seus diferentes produtos, e pela iniBuilds, com 15,7%. É um cenário que consolida o trio como referência de alta complexidade dentro do simulador da Microsoft, especialmente para quem busca operações IFR mais profundas.
Entre os usuários de X-Plane, a ToLiss segue soberana, com três modelos bem posicionados (37,2%, 11,2% e 9,2%), enquanto o Zibo continua fortíssimo com 29,8%, e a Flight Factor marca presença com 17,1%. Mesmo com participação menor no mercado geral, o ecossistema X-Plane mostra uma base fiel e focada em aeronaves de estudo, algo que sempre foi marca registrada da plataforma.
Onde ver a pesquisa completa
A Navigraph disponibilizou todos os gráficos, cortes por plataforma, hardware, hábitos de voo e muito mais em uma página dedicada. Para quem desenvolve addons, cria conteúdo ou simplesmente quer entender para onde a comunidade está indo, vale a leitura detalhada do relatório oficial.
O material completo da Community Survey 2026 pode ser acessado diretamente no site da Navigraph, com possibilidade de baixar gráficos e comparar com anos anteriores, o que ajuda a enxergar tendências de longo prazo no hobby.
Resumo e Análise Editorial FlySimBR
A Community Survey 2026 basicamente oficializa o que o mercado já sentia: o centro da simulação de voo hoje é o ecossistema MSFS, com o 2024 puxando a fila e o 2020 ainda muito vivo, enquanto X-Plane 12 patina e não converte a massa do 11; ao mesmo tempo, o gargalo de VRAM mostra que a indústria corre mais rápido que o bolso do simmer médio, e isso deve pesar nas decisões de compra de hardware e de plataforma nos próximos anos.


