O Synaptic A220 segue em ritmo acelerado de desenvolvimento no MSFS, e a versão v1.0.5 acaba de ser anunciada com foco pesado em refinamento de sistemas, FMS mais inteligente e integração profunda com os checklists nativos do simulador, tanto no MSFS 2020 quanto no MSFS 2024. Em poucas semanas, o jato regional já recebeu uma sequência de atualizações que vão muito além de correções pontuais.

Com a v1.0.5, a proposta da Synaptic fica mais clara: entregar um A220 de nível quase study-level, mas sem sacrificar desempenho. O changelog oficial mostra uma combinação de novos recursos de automação, melhorias de usabilidade no FMS e ajustes finos em arte, EFB e flight model, consolidando o addon como um dos projetos mais ambiciosos da plataforma.
FMS mais poderoso: fixes, ILS como referência e VNAV mais estável
O destaque da v1.0.5 é o pacote de melhorias no FMS. Agora é possível usar o comando INSERT AS WPT a partir da página FIX, inserir pistas dos aeroportos do plano de voo como fixes e até transformar ILS em pontos de referência, algo essencial para quem voa procedimentos mais complexos ou gosta de planejar chegadas e saídas com precisão cirúrgica. O comportamento de VPATH também foi revisado: o modo deixa de desarmar à toa e permanece ativo enquanto o FMS for a fonte lateral, reduzindo sustos em descidas gerenciadas.
Vários bugs antigos de navegação foram atacados nas versões 1.0.3 e 1.0.4, incluindo problemas de direct-to desenhando curso ao lado errado, marcadores de top-of-descent presos na posição da aeronave e legs estranhos no mapa. A base Navigraph interna foi atualizada para o ciclo 2503, e o piloto pode escolher o banco de dados diretamente na página DBASE STATUS. Na prática, o A220 está bem mais confiável para voos IFR completos, do planejamento ao pouso.
Checklists nativos e integração com CAS elevam a simulação
Outro avanço importante é a chegada dos checklists nativos integrados ao MSFS, disponíveis tanto no 2020 quanto no 2024. O A220 agora exibe automaticamente checklists não normais com base nas mensagens do CAS, e suporta itens temporizados, limitações, itens adiados e sequências de follow-on, aproximando a lógica de falhas e procedimentos do que se espera de um addon de alto nível. Para quem gosta de voar seguindo SOPs, isso muda o patamar da experiência.
Além disso, a Synaptic vem adicionando pacotes de checklists personalizados por companhia, como airBaltic, jetBlue, Delta e agora Breeze, o que agrada quem curte replicar operações reais. Pequenos detalhes, como correções em variáveis de flaps e transponder VFR, também melhoram a compatibilidade com ferramentas externas como Newsky e A Pilot’s Life V2, reforçando o A220 como uma plataforma bem integrada ao ecossistema do MSFS.
Performance, arte e EFB: polimento constante em cada update
As versões 1.0.3 e 1.0.4 focaram fortemente em performance. A Synaptic reduziu o tamanho das texturas de displays em cerca de 40%, cortou nós de malha na cabine e no cockpit, desativou sombras desnecessárias e otimizou chamadas de draw, resultando em ganhos de FPS que, segundo o próprio time, podem chegar a até 30% em alguns sistemas. O ND, EICAS, PFD e páginas do FMS passaram por revisões para ficarem mais leves, algo crucial em um avião com tantos sistemas customizados.
No visual, o A220 ganhou detalhes como o compartimento de pinos de trem abrível e uma variante sem cabine no MSFS 2024, além de correções de alinhamento de painéis e portas de trem que abriam em voo. O EFB também foi refinado: o recurso de pausa no top-of-descent foi consertado, o time compression ficou mais acessível no menu principal e o landing calculator agora trabalha com peso em formato mais intuitivo. São mudanças pequenas isoladamente, mas que, somadas, deixam o fluxo de operação bem mais fluido.
Flight model, limitações conhecidas e maturidade do projeto
No flight model, a equipe corrigiu problemas de compressão de trem excessivamente macia, que causavam wobble na corrida de decolagem e até “catapultadas” aleatórias, além de impedir que portas fossem abertas em voo. A pressurização agora reage corretamente a portas abertas em altitude, e o comportamento de autobrake na derotation foi suavizado. Esses ajustes mostram que o foco não está só em telas bonitas, mas também na sensação de voo e no comportamento físico do modelo dentro do MSFS.
A própria Synaptic mantém uma lista transparente de issues conhecidos, como a necessidade de gerenciar manualmente o NAV SRC em algumas aproximações LOC/ILS, problemas pontuais com navdata nativa em cenários customizados e falhas de inicialização ao começar o voo já em cruzeiro. Ou seja, o A220 ainda está em fase de amadurecimento, mas com um ritmo de updates semanal e foco claro em estabilidade, o addon caminha rápido para se firmar como referência entre os jatos regionais do simulador.
Resumo e Análise Editorial FlySimBR
O Synaptic A220 mostra uma curva de evolução rara: em poucas versões, ganhou FMS robusto, checklists nativos inteligentes e otimizações de performance que o tiram da categoria “promissor” e o colocam como forte candidato a melhor A220 do MSFS; ainda há arestas, especialmente em navdata nativa e alguns fluxos de aproximação, mas o ritmo de correções e o nível de transparência do time indicam que quem investir agora leva um produto já muito voável, com cara de study-level em construção, e não apenas mais um regional bonito no hangar.
O changelog oficial da versão v1.0.5 está disponível na documentação da Synaptic: ver lista completa de mudanças.

