A iniBuilds anunciou a atualização 1.2.3 do seu A350 Airliner para Microsoft Flight Simulator 2020 e 2024, focada em estabilidade de sistemas, lógica de navegação e usabilidade geral. É um update claramente voltado a polir a experiência de quem já está voando o widebody, corrigindo bugs incômodos e refinando detalhes que impactam diretamente voos longos e operações online.
O pacote continua sendo um dos addons mais caros da linha airliner no MSFS, girando em torno de US$ 80, mas a iniBuilds tenta justificar o investimento com um ciclo de atualizações relativamente rápido e uma lista extensa de correções, especialmente em áreas sensíveis como FMS, TCAS, ECAM e integração com serviços como HOPPIE e D-ATIS.
Estabilidade de sistemas e navegação mais confiável
O coração da atualização está na parte de sistemas. A iniBuilds afirma ter eliminado um crash de WASM ao selecionar STAR, algo crítico para quem voa online ou faz voos complexos com mudanças de chegada em cima da hora. A lógica do TCAS foi retrabalhada para não disparar alertas de tráfego irrelevantes e para parar de classificar tudo como “HEAVY”, algo que quebrava totalmente a imersão. Também houve ajustes na sensibilidade do Flight Director, no comportamento do HUD, na lógica de RA no toque e em problemas de trim após o pouso, reduzindo aqueles momentos em que o avião parecia reagir de forma pouco natural em fases críticas do voo.
No FMS, a lista de ajustes é longa: revisão de lógica de waypoints ativos e temporários, correção de formatação em páginas de STEP ALTs, POSITION/REPORT e PERF, ordenação correta de marcadores de tempo, comportamento do botão de retorno na página de step climb e step descent, além de melhorias na lógica de Cost Index e altitude de cruzeiro. Restrições de altitude abaixo do transition level agora aparecem em pés em vez de FL, o que alinha melhor com a operação real em muitos países. Até detalhes como o manuseio de PLACE DISTANCE WAYPOINT com distâncias negativas e o tratamento de airways secundárias sem interseção receberam atenção.
Qualidade de vida no cockpit e integração online
Para quem voa muito em rede, a correção do PDC via HOPPIE é relevante: respostas de Pre-Departure Clearance agora são recebidas corretamente, e o D-ATIS passa a respeitar timeouts, evitando informações defasadas. A lógica de range switching entre modos ROSE, PLAN e ARC foi refinada, assim como o comportamento de SURV Controls, garantindo que o ADS-B TRAFFIC não seja afetado indevidamente quando o piloto mexe apenas no ADS-B RPTG. Até a inserção de CMS diretamente pela página ACTIVE/F-PLN/VERT REV/CMS foi ajustada para funcionar como esperado, algo que pesa para quem gosta de gerenciar o plano de voo em detalhe.
Pequenos detalhes de interface também receberam polimento: fonte e tamanho de dados em páginas de performance, exibição correta do OPT FL em incrementos de 500 pés, correção de letras faltando na fonte ANF e formatação de loadsheet. A lógica de step descent foi retrabalhada, assim como o comportamento de retorno na página de step altitude, reduzindo a sensação de “luta” com o FMS em voos de cruzeiro longo. Até o problema de a página de DATABASE WPTS ficar em branco ao digitar um waypoint errado foi endereçado, algo que podia travar o fluxo de programação de rota.
Ajustes visuais e de som para mais imersão
Na parte visual, o foco foi em polimento de cabine: janelas que piscavam foram corrigidas, e o sistema de iluminação interna agora se comporta de forma mais crível, com modos “medium” e “dim” realmente diferenciados e sem apagar tudo de forma abrupta. Não é uma revolução gráfica, mas são correções que fazem diferença em voos noturnos ou em streams, onde qualquer bug visual chama atenção rapidamente.
No áudio, a iniBuilds mexeu em pontos que a comunidade vinha criticando: callouts de RA foram reequilibrados em volume e atenuação, sons externos ficaram mais coerentes no MSFS 2020, o barulho de extensão do trem foi refinado tanto no cockpit quanto na cabine, e o aviso “Autobrake Off” agora toca corretamente após o pouso. O som do APU externo passou a respeitar o slider de “external engines”, dando mais controle ao usuário sobre o mix sonoro. São mudanças sutis, mas que aproximam o A350 da sensação de produto premium que o preço sugere.
Disponibilidade e preço
A atualização 1.2.3 já está disponível para todos os donos do iniBuilds A350 Airliner no MSFS 2020 e 2024, via loja da própria desenvolvedora. Quem ainda não tem o avião encontra o produto à venda na iniBuilds Store por cerca de US$ 80, um valor que o posiciona diretamente na briga com nomes pesados do segmento airliner de alta fidelidade. Não há novos recursos “de marketing” neste update, como sistemas inéditos ou grandes expansões de funcionalidade, mas sim um esforço claro de correção e refinamento.
Para quem estava em dúvida por causa de relatos de instabilidade, esta versão tenta mostrar que o projeto está amadurecendo, ainda que o ritmo de polimento precise se manter alto para justificar o investimento em um mercado cada vez mais competitivo dentro do MSFS.
Resumo e Análise Editorial FlightSimBR
O update 1.2.3 do iniBuilds A350 é um típico patch de maturidade: não traz grandes novidades, mas ataca uma quantidade respeitável de bugs em sistemas, navegação e áudio que vinham minando a confiança no addon; para quem já comprou, é um passo necessário e bem-vindo, mas para quem ainda está avaliando gastar cerca de US$ 80, o A350 continua parecendo um produto em processo de lapidação, que só vai se justificar totalmente se a iniBuilds mantiver esse ritmo de correções e, no médio prazo, entregar avanços mais visíveis em profundidade de sistemas e experiência operacional.


