O clássico B-17F Flying Fortress da Aeroplane Heaven voltou aos holofotes com novas imagens de desenvolvimento e um detalhe importante sobre a plataforma: o bombardeiro está sendo construído nativamente para MSFS 2020, com compatibilidade garantida com Microsoft Flight Simulator 2024, mas sem tirar proveito total dos recursos nativos do novo sim.
Segundo a Aeroplane Heaven, o B-17F é “built for MSFS2020 also compatible with 2024” e será vendido também pelo Marketplace do MSFS 2024. Na prática, quem já migrou para o novo simulador poderá voar o avião normalmente, mas não estará diante de um projeto pensado desde o início para a arquitetura e os sistemas específicos do 2024.
As novas imagens, porém, mostram que o foco visual e histórico continua forte, especialmente em torno da icônica Memphis Belle e de outras Fortresses que devem compor o pacote final.
Esquadrilha da Memphis Belle: novas pinturas e tripulação modelada
Nas prévias anteriores, a Aeroplane Heaven havia mostrado principalmente o interior da Memphis Belle, com a promessa de um B-17 totalmente caminhável, do acesso da tripulação até a posição do atirador de cauda. Agora, o destaque vai para as demais aeronaves que devem acompanhar a Belle, sugerindo que o produto final trará uma pequena esquadrilha de Fortresses, todas ainda marcadas como work in progress.
A variedade de pinturas chama atenção: predominam esquemas olive drab com nose art bem característica, incluindo Miami Clipper, Meat Hound, Wolfess e Blonde Bomber, além de duas pinturas da RAF que quebram o padrão verde-oliva. As imagens também reforçam a presença de figuras de tripulantes em cockpit e posições de metralhadoras, alinhadas com a promessa de ter todas as estações modeladas. A Aeroplane Heaven comenta ainda que os “flight files mostram grande potencial” e que o projeto segue agora para a etapa de sons.
Um bombardeiro de 2020 em um mundo MSFS 2024
A decisão de priorizar MSFS 2020 não cai exatamente como surpresa para quem acompanha o estúdio. O B-25J Mitchell, lançado em fevereiro, foi desenvolvido para 2020 e depois validado no 2024, e o Mosquito seguiu a mesma lógica. O B-17F repete a fórmula: base técnica e código pensados para o simulador anterior, com testes para garantir que tudo funcione no novo.
O problema é que boa parte da comunidade já está totalmente instalada no MSFS 2024 e espera aeronaves que explorem recursos nativos mais avançados, como sistemas de interação, física de cabine e integração profunda com o novo ecossistema. Também há o receio de que, no futuro, uma eventual versão realmente nativa para 2024 venha acompanhada de taxa de upgrade. Em um avião totalmente caminhável e com tanto potencial de imersão, começar sem um projeto 100% voltado ao 2024 soa, no mínimo, como uma oportunidade perdida.
Duas Fortresses, duas eras: B-17F da AH e B-17G da MicroProse
Para quem é fã da Flying Fortress, o cenário geral ainda é positivo. O B-17G da MicroProse já está disponível no MSFS, oferecendo a variante mais tardia com torre de queixo e um foco forte em campanha e operações. O B-17F da Aeroplane Heaven cobre outro capítulo da história: a versão mais antiga, sem chin turret, protagonista dos primeiros bombardeios diurnos da USAAF sobre a Europa.
Com o modelo de voo já em bom estado, segundo o próprio estúdio, e a etapa de áudio prestes a começar, o B-17F parece entrar na fase final de desenvolvimento. Ainda não há janela de lançamento nem detalhes de preço, mas o ritmo das prévias indica que o projeto está avançando de forma consistente, mesmo com a polêmica em torno da base técnica focada em MSFS 2020.
Resumo e Análise Editorial FlySimBR
O B-17F da Aeroplane Heaven tem tudo para ser um dos bombardeiros mais imersivos já vistos no ecossistema MSFS, com cabine caminhável, tripulação modelada e um pacote de pinturas historicamente interessante, mas insistir em um desenvolvimento centrado em MSFS 2020 em pleno ciclo maduro do MSFS 2024 é uma escolha difícil de defender: quem voa no novo sim provavelmente esperava uma integração nativa mais profunda, e o estúdio corre o risco de entregar um produto visualmente impressionante, porém tecnicamente preso a uma geração atrás, abrindo espaço para que concorrentes mais alinhados ao 2024 roubem a cena.











