PESIM Paris Charles de Gaulle LFPG para MSFS 2024

PESIM detalha avanço de Paris CDG no MSFS

Microsoft Flight Simulator

Com a Aerosoft oficialmente fora da “corrida de Paris”, o foco dos simmers que sonham com um Paris Charles de Gaulle (LFPG) de alto nível no MSFS se voltou para dois nomes: azrsim e Pilot Experience Sim. E a PESIM aproveitou o momento para publicar um novo relatório de desenvolvimento, mostrando onde o projeto está e por que continua avançando mesmo diante das mesmas dificuldades que fizeram a Aerosoft desistir.

Enquanto o estúdio alemão citou falta de acesso, dificuldade de coleta de referências e a escala absurda de um aeroporto em constante obra, a PESIM insiste que justamente o fato de ser uma equipe baseada na França é o que torna o projeto viável. O update de junho reforça essa narrativa e tenta comprovar, com números e imagens, que o trabalho segue firme – ainda que em ritmo bem mais lento do que o planejado originalmente.

Segundo o time, a meta continua sendo entregar um CDG de referência para o MSFS, mas sem promessas agressivas de data. A ideia é priorizar fidelidade visual e operacional, mesmo que isso signifique atrasar marcos internos e revisar o escopo várias vezes ao longo do caminho.

Escala subestimada e um projeto que não para de crescer

O ponto mais honesto do relatório é a admissão de que praticamente todos os marcos planejados para LFPG foram subestimados. A PESIM descreve a escala do trabalho como “monumental” e afirma que, em vez de acelerar para cumprir o cronograma inicial, tomou a decisão consciente de desacelerar para manter o nível de detalhe onde considera aceitável. Em outras palavras, o escopo cresceu, o tempo estourou, mas o estúdio prefere sacrificar prazos, não qualidade.

Isso expõe o mesmo muro que derrubou a Aerosoft: CDG é gigantesco, vive em obras no mundo real e não se deixa capturar apenas com Bing, Google e fotos de spotter. A diferença, segundo a PESIM, está no acesso direto. O estúdio diz ter acumulado mais de 250 GB de material de referência graças a parcerias com controladores, pilotos e funcionários do aeroporto, incluindo áreas restritas ao público. Se isso vai se traduzir no “CDG definitivo” para o MSFS, só o produto final dirá, mas ajuda a explicar por que a equipe se sente confortável em seguir um caminho mais longo enquanto concorrentes maiores recuam.

O que o relatório de junho realmente entrega

No campo prático, o update de junho é bem focado no solo. A PESIM afirma ter concluído toda a arte de piso dos Terminais 1 e 2, um esforço que, somado, consumiu 29 semanas apenas em desenho de solo. Ainda há trabalho de ground a fazer em outras áreas do aeroporto, mas o estúdio considera que as partes mais complexas já ficaram para trás. As imagens divulgadas mostram pátios com concreto desgastado, numeração de posições, guias de estacionamento em T-bar e as famosas linhas de táxi laranja que serpenteiam entre os fingers.

Outro número que chama atenção é o de edificações secundárias: mais de 300 prédios já modelados ao redor do aeroporto. E não se trata apenas de blocos cinza; cada estrutura recebe LODs específicos e uma versão dedicada para o MSFS 2024, com ajustes próprios de iluminação emissiva, holofotes e níveis de detalhe. A PESIM reforça que muitos desses elementos – como marcações T-bar e detalhes de sinalização – simplesmente não são legíveis em imagens de satélite, reforçando a importância do acesso físico que a equipe diz ter obtido.

Sem data firme, apenas uma janela e muita cautela

Apesar do volume de trabalho já concluído, a PESIM evita qualquer compromisso rígido de lançamento para Paris CDG. Em comunicados anteriores, o estúdio mencionou 2026 como janela desejada, mas o tom do relatório atual, enfatizando marcos subestimados e a decisão de não correr, é um recado claro para a comunidade: é melhor encarar esse prazo como indicativo, não como promessa. O cenário ainda está em fase de transição entre solo, volumes básicos e terminais texturizados e iluminados.

Enquanto isso, a equipe promete manter a cadência de relatórios mensais, mostrando a evolução do projeto à medida que sai da fase de “caixas cinzas” para um CDG vivo, com terminais completos, iluminação noturna e integração total com os recursos do MSFS 2024. Para quem voa muito pela Europa, especialmente em rotas de alto tráfego, esse acompanhamento será essencial para decidir se vale a pena esperar pela visão francesa de LFPG ou apostar em outras soluções que possam surgir antes.

Resumo e Análise Editorial FlySimBR

A PESIM está claramente mirando alto com Paris CDG no MSFS, usando acesso local e um volume impressionante de referências como diferencial, mas o ritmo lento, o escopo em expansão e a ausência de data firme indicam um projeto de longo prazo que pode testar a paciência de quem quer um hub parisiense já; se o estúdio conseguir manter a consistência técnica que as prévias sugerem, o resultado tem tudo para ser o CDG mais profundo do simulador, mas por enquanto é um investimento de confiança, não uma aposta segura em prazo.

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